Sinopse

Máquinas e humanos se confundem na produção em série dos nossos avatares. Misturando fotografia, vídeo e áudio binaural, a primeira obra virtual do Agrupamento Núcleo 2 se confina ao surrealismo dos nossos dias para discutir o mecanismo do amanhã. Ou amanhã mecânico?
Acesse o site, coloque o fone de ouvido e descubra os Jardins do Fotúreto por sua conta e risco. Pode ser que você já esteja dentro dele.

Projeto

Misturando fotografia, videoarte, formance e áudio binaural, a instalação multimídia “Jardins do Fotúreto”, foi um dos projetos selecionados em 2019 pelo ProAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, para produção de exposições de artes visuais. Criada especialmente para o ambiente virtual, propõe reflexões sobre o surrealismo das ações humanas em nossos dias e seus reflexos no amanhã. A instalação é o primeiro trabalho produzido durante a crise pandêmica pelo coletivo multimídia de pesquisa e fusão de linguagens artísticas Agrupamento Núcleo 2, sediado em São José do Rio Preto (SP). Dentro de uma atmosfera de realismo mágico, o trabalho é composto por um conjunto de quatro performances, nove videoartes e nove fotografias modificadas digitalmente. A narrativa em áudio soma-se à construída pelas imagens e, por isso, o público deve acompanhar as obras usando fones de ouvidos binaural (que reproduzem a forma como os sons são captados pelo ouvido humano).

A idealização do trabalho começou bem antes do surgimento do coronavírus, em março de 2019. Se não fosse a pandemia, o Núcleo 2 teria levado a instalação multimídia com a série de performances presenciais para uma temporada de oito apresentações ao ar livre e promoveria uma exibição em espaço fechado. Ao debruçar-se sobre o site, cada espectador poderá ter uma experiência distinta. O artista multimídia Jef Telles, responsável pela concepção, direção e audiovisual, destaca que, a partir do hibridismo de linguagens presente na instalação, o ambiente virtual amplia as possibilidades de o público relacionar-se com a obra. “A videoarte, a fotografia, a narrativa binaural e as performances, captadas a partir de lives nas redes sociais, ajudam o público a construir seu próprio significado, como se cada uma dessas camadas fosse se complementando”, afirma. “A cada clique do espectador, compõe-se um novo capítulo, com uma nova linguagem”, acrescenta.

Ficha técnica

Concepção, Direção e Audiovisual: Jef Telles / Direção de Arte: Leonardo Bauab / Direção de Fotografia e Transmissões ao Vivo: Fernando Macaco, Guilherme Di Curzio, Zé Tomaz e Vinicius Dall’Acqua / Performers: Andressa Maria, Ícaro Negroni, Reni Trombi e Savio D’Agostino / Produção: Daniela Honório / Produção Técnica: Marcel Barbarotti / Assessoria de Imprensa: Graziela Delalibera / Projeto da Divulgação: Jef Telles / Web Site: Renan Saccoman [Mindy Comunicação]

Sobre o Núcleo 2

Acesse www.nucleo2.com.br
O Agrupamento Núcleo 2 desenvolve sua pesquisa envolvendo a fusão de diversas linguagens artísticas dentro do campo das artes cênicas desde 2011. Seu primeiro trabalho nesse âmbito, “Processo: Metamorfose”, consistiu na produção de uma intervenção urbana, captada por um olhar cinematográfico e posteriormente transformada em uma obra audiovisual. Em 2013, o grupo apresenta “Quadrado”, espetáculo multimídia experimental. Dentro do universo híbrido, desenvolve o ambicioso projeto “Ensaios para Ninguém”, de 2015. Naquele ano, com a proposta de verticalizar ainda mais seus experimentos, O Núcleo 2 se assume como um coletivo multimídia de artes integradas.

Em 2016, o grupo realiza, com a parceria do Sesc Rio Preto, a primeira edição do projeto “Teatrópolis”, que em 2019 teve como desdobramento a obra “Teatrópolis – A Casa de Noz”. Também produziu, entre outras obras, “Indo – O que Fizemos que Estamos” (Prêmio Nelson Seixas 2017) e “Galeria para Cemitérios” (ProAC Artes Integradas 2018).